A violência cometida contra a mulher é um crime que vem se perpetuando na história da humanidade há muitos séculos. Parece que quanto mais as sociedades avançam no que diz respeito a estrutura, melhoria de vida e aprimoração do conhecimento, mais essa prática hedionda se avoluma.
Nem as campanhas que são feitas de conscientização, contra esse tipo de crime, parece que tem adiantado. É só dar uma percorrida no noticiário diariamente para perceber o quanto o ser humano tem sido cruel.
Conta a história que nas sociedades primitivas o homem arrastava a mulher pelos cabelos numa demonstração de força. Desde a época das cavernas que elas vêm reagindo contra isso.
Ao longo dos séculos as mulheres e os movimentos sociais protestaram: nos ambientes de trabalho e na luta diária pela sobrevivência têm reclamado contra o atraso e a brutalidade de ações violentas cometidas contra elas.
Muitas mulheres foram mortas por lutarem por dias melhores e mais justos e outras conseguiram seu lugar na sociedade, mas nos dias atuais, cotidianamente, é comum o noticiário expressar toda a brutalidade dos companheiros contra as suas mulheres, numa demonstração de fraqueza e covardia insanas.
A violência contra as mulheres é uma atitude mesquinha, covarde e machista de homens que não evoluíram como seres humanos e permanecem na pré-história de suas consciências. Avaliam eles que as companheiras são objetos de sua propriedade com os quais podem manipular, usar e dispor da forma que lhes cabe.
Apesar da aplicação da Lei Maria da Penha, sancionada pelo presidente Lula, a violência contra a mulher vem crescendo de forma incontrolada em Alagoas. Além dos casos de espancamentos, só neste início de ano foram registrados três assassinatos na região de Arapiraca.
As vítimas foram assassinadas com tiros e facas e o motivo é sempre o mesmo: crime passional, ciúmes e sentimento de posse. Os assassinos têm o mesmo perfil, maridos, ex-maridos, namorados e companheiros inconformados com o fim do relacionamento. Estamos vivendo uma guerra desigual.
Segundo pesquisa do Instituto Patrícia Galvão, aumentou o nível de preocupação com a violência doméstica em todas as regiões do País. Nas regiões Sudeste e Sul o nível de preocupação cresceu, respectivamente, sete e seis pontos percentuais. Na periferia das grandes cidades esta preocupação passou de 43%, em 2004, para 56%, em 2006.
A violência contra as mulheres dentro e fora de casa foi apontada como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade. È preciso que fiquemos vigilantes diante desse grande problema. É necessário que os governos não só construam mais delegacias para esse tipo de crime, mas é preciso que se faça investimento em educação que é a base de tudo.